República Árabe Saaraui Democrática. Independência, já.
Sábado, 25 de Agosto de 2007
Nota de imprensa CEAS-Sahara

          Desde a Coordenadora das Associações Solidárias com o Povo Saharaui de Espanha (CEAS-Sahara) e tendo como motivo o fim da segunda ronda de egociações entre a Frente Polisario e Marrocos, queremos expressar que a intervenção de Marrocos nestas conversações representaram uma atitude provocadora e intransigente. Plena de palavras vazias, sem conteúdo, que não fazem senão agravar e provocar os saharauis que levam mais de trinta anos que lutam por um Sahara livre. Concretizando, a representação marroquina quis mostrar perante as Nações Unidas uma falsa solidariedade com a população saharaui, - reconciliação entre irmãos sem vencedores nem vencidos - fazendo referência ao sofrimento da população saharaui nos campos de refugiados de Tindouf, esquecendo que foram eles quem propiciou esta deslocação maciça de refugiados, impondo uma guerra e ocupando militarmente com o fim de anexar um território de forma ilegal, negando-se a cumprir as resoluções aprovadas pela ONU e seguindo com a repressão sobre os cidadãos saharauis nos territórios ocupados.

          Insistir que o povo saharaui deve renunciar ao seu direito legítimo de lutar pela autodeterminação justa, não é, por conseguinte uma boa receita para a solução do conflito: o conflito saharaui é um claro exemplo de descolonização inacabada e do direito de um povo à autodeterminação, que luta contra a ocupação militar estrangeira.

          A delegação marroquina saltou por cima das sugestões das Nações Unidas - negociações sem condições prévias - reiterando o plano de autonomia como única solução aceitável e impondo a sua visão anexionista.

          A autonomia não há-de ser mais que uma opção como a independência, que devem ser submetidas à vontade do povo saharaui na forma de um referendo de autodeterminação livre e transparente, organizado e supervisionado pela ONU.

          Desde a CEAS-Sahara, queremos concluir, manifestando que a paz, a estabilidade e a segurança na região só serão possíveis se se respeitar o legítimo direito a que o povo saharaui decida livremente o seu futuro.

 

Jose Taboada Valdés, Presidente CEAS-Sahara



publicado por Mohamed Abdelaziz às 10:03
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